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Execução Fiscal: Como se Defender de Cobranças Indevidas de IPTU
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Execução Fiscal: Como se Defender de Cobranças Indevidas de IPTU

28/04/2026Redação RL

Recebeu uma execução fiscal por IPTU mas o contribuinte faleceu ou a empresa encerrou atividades? Entenda como proteger seu patrimônio dessas cobranças ilegais. ⚖️🏢

A notificação de uma Execução Fiscal gera, inevitavelmente, preocupação imediata em qualquer cidadão ou empresário. No entanto, o rigor da lei tributária não é absoluto. Decisões recentes dos tribunais reforçam que a Fazenda Pública possui limites claros na cobrança de débitos, especialmente de IPTU, e que erros processuais graves podem levar à anulação da dívida ou ao cancelamento do ajuizamento. É fundamental compreender o impacto dessas decisões na preservação do seu patrimônio.

Um dos pontos cruciais abordados pela jurisprudência é a vedação da alteração do polo passivo em Execuções Fiscais após o ajuizamento. A Súmula 392 do Superior Tribunal de Justiça é clara ao estabelecer que a Fazenda Pública pode substituir a Certidão de Dívida Ativa (CDA) apenas para corrigir erros materiais ou formais, sendo terminantemente proibida a modificação do devedor principal. Na prática, isso significa que, se um município ajuíza uma ação contra uma pessoa que já faleceu antes da citação válida, o processo pode ser extinto, pois não é permitido redirecionar a execução para o espólio ou herdeiros de forma automática sem o devido suporte legal e processual anterior à citação.

Outro cenário de extrema relevância para o empresariado é a cobrança de taxas de poder de polícia sobre empresas que já encerraram suas atividades. Muitas vezes, o cadastro municipal não é atualizado automaticamente após o cancelamento na Junta Comercial. Contudo, se a empresa encerrou suas operações anos antes da competência dos tributos cobrados, o fato gerador da taxa simplesmente inexiste. Se não há atividade econômica sujeita à fiscalização, não há base legal para a exação. Nesses casos, a Exceção de Pré-Executividade surge como uma ferramenta estratégica e ágil para questionar a cobrança sem a necessidade de garantir o juízo com o depósito integral do valor, evitando o bloqueio indevido de bens e capital de giro.

Dica da Retomada Legal

Na Retomada Legal, nossa abordagem diante de uma execução fiscal envolve a análise minuciosa da higidez da Certidão de Dívida Ativa e do histórico do contribuinte. Não aceitamos passivamente a cobrança. Primeiro, verificamos se o tributo não foi atingido pela prescrição ou se o fato gerador de fato ocorreu. Em casos de empresas inativas ou óbito do devedor antes da citação válida, buscamos a extinção imediata do feito por ilegitimidade passiva. Além disso, sempre avaliamos a possibilidade de solicitar a Gratuidade da Justiça para pessoas jurídicas que, comprovadamente, enfrentam crise financeira e não podem arcar com as custas sem prejuízo de suas atividades, conforme o entendimento consolidado pelo STJ. A defesa técnica deve ser proativa: identificar o erro do Fisco e expô-lo ao juiz antes que o leilão ou a penhora se tornem uma realidade.

Proteger seu patrimônio exige cautela e estratégia. Se você se depara com dívidas tributárias que parecem injustas ou que recaem sobre bens protegidos por lei, a análise especializada é o que separa a manutenção da sua estabilidade financeira de uma perda irreversível. Não aguarde a citação ser efetivada para buscar orientação jurídica; quanto antes a defesa for estruturada, menores são os riscos de medidas coercitivas contra você ou sua empresa.