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Alienação Fiduciária: Entenda Seus Direitos e Deveres
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Alienação Fiduciária: Entenda Seus Direitos e Deveres

27/04/2026Redação RL

O Decreto-Lei nº 911/1969 alterou as regras sobre alienação fiduciária, impactando diretamente a relação entre credores e devedores. Saiba como isso afeta seus direitos e deveres em operações de crédito e garantias.

O Que é Alienação Fiduciária?

A alienação fiduciária é uma forma de garantia em que o devedor transfere ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta de um bem móvel. Isso significa que, embora o devedor continue usando o bem, o credor tem direitos legais sobre ele até que a dívida seja quitada.

Principais Pontos do Decreto-Lei nº 911/1969

Transferência de Domínio e Posse

O domínio fiduciário é transferido ao credor no momento da aquisição da propriedade pelo devedor. O devedor, por sua vez, torna-se possuidor direto e depositário do bem, com responsabilidades e encargos conforme a lei civil e penal.

Prova e Registro

A alienação fiduciária só se prova por escrito e deve ser arquivada no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do credor. O instrumento de alienação deve conter detalhes como o total da dívida, local e data do pagamento, taxa de juros, comissões, cláusula penal, correção monetária, descrição do bem e elementos de identificação.

Venda em Caso de Inadimplemento

Em caso de inadimplemento, o proprietário fiduciário pode vender a coisa a terceiros e aplicar o preço da venda no pagamento do crédito. O devedor continua obrigado a pagar o saldo devedor se o preço da venda não bastar.

Dica da Retomada Legal

É crucial que o contrato de alienação fiduciária seja detalhado e claro, especificando todas as condições e obrigações. Em caso de dúvidas ou conflitos, consulte um especialista em direito bancário para garantir que seus direitos estejam protegidos.

Processo de Busca e Apreensão

Em caso de mora ou inadimplemento, o proprietário fiduciário pode requerer a busca e apreensão do bem alienado. Esse processo é autônomo e independente, e a sentença não impede a venda extrajudicial do bem, consolidando a propriedade e posse plena nas mãos do proprietário fiduciário.

Contestação e Purgação de Mora

A contestação só pode alegar pagamento do débito ou cumprimento das obrigações contratuais. A purgação de mora deve ser feita em prazo não superior a dez dias, e a sentença será proferida em cinco dias após o decurso do prazo de defesa.

Ações em Caso de Não Encontro do Bem

Se o bem não for encontrado, o credor pode intentar ação de depósito conforme o Código de Processo Civil. Além disso, se o credor recorrer à ação executiva, os bens do devedor serão penhorados conforme critério do autor da ação.

Sub-Rogação de Crédito

O avalista, fiador ou terceiro interessado que pagar a dívida do alienante ou devedor sub-rogará no crédito e na garantia constituída pela alienação fiduciária. Isso significa que eles assumem os direitos e obrigações do credor original.

Entender as regras da alienação fiduciária é essencial para proteger seus direitos e garantir que suas operações de crédito sejam seguras e transparentes.